quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Só corrupção



Correção: PF investiga fraudes em obras de infraestrutura em cidades de MG
  • 26/10/2017 20h47
  • 26/10/2017 20h47
  • Brasília
Aécio Amado - Repórter da Agência Brasil



Polícia Federal imagem genérica
Policiais federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva e dois afastamentos de funções públicasArquivo/Agência Brasil


A Polícia Federal deflagrou hoje (26) a Operação Taturana, para investigar integrantes de uma organização criminosa que fraudavam licitações e desviavam recursos federais transferidos para as prefeituras de cidades do interior de Minas Gerais, destinados a obras de infraestrutura.  As ações estão sendo realizadas em conjunto com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU).

“As investigações apontam a atuação, conjunta e articulada, de ex-prefeitos, servidores públicos e empresários. O modus operandi baseava-se na criação de empresas [sem capacidade técnica ou financeira] do ramo da construção civil, por meio de pessoas interpostas, para participar de certames licitatórios – já direcionados – nos municípios envolvidos”, diz a nota da CGU. Os valores envolvidos na investigação, relativos a contratos suspeitos, são da ordem de R$ 6,4 milhões.

Os policiais federais, com o apoio de seis auditores da CGU, cumprem 11 mandados de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para delegacia a fim de depor – e dois afastamentos de funções públicas. As ações ocorrem nos municípios de Virgulândia e Nacip Raydan.


* Texto atualizado às 20h43 para correção de informação. Diferentemente do informado inicialmente pelos órgãos, as ações ocorreram somente nos municípios de Virgulância e Nacip Raydan, conforme a Polícia Federal em Minas Gerais. Não houve operação nas cidades de Governador Valadares, Peçanha, Nova Era e Alpercata, citadas anteriormente. 
Edição: Lidia Neves

sábado, 14 de outubro de 2017

A América reagindo



Economia da América Latina deve crescer 1,2% este ano e 2,2% em 2018, diz Cepal
  • 12/10/2017 12h23
  • Brasília






Da Agência Brasil
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) revisou as projeções da atividade econômica da região e estima crescimento de 1,2% para este ano e de 2,2% para 2018. De acordo com os dados, divulgados hoje (12),  esse aumento foi impulsionado pela produção de matérias-primas.

Saiba Mais
Segundo o organismo multilateral, Brasil e México, as maiores economias da região, crescerão em 2017 0,7% e 2,2%, respectivamente, e 2% e 2,4%o em 2018.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrará alta de 2,4% este ano e de 2,7% no próximo ano, enquanto a Colômbia crescerá 1,8% e 2,6% nos dois anos, respectivamente.

Conforme os números, a economia da Venezuela registrará uma contração de 8% este ano e cairá 4% em 2018.

Os indicadores da Cepal revelam que, mantendo a característica dos último anos, a dinâmica de crescimento mostra diferenças entre países e regiões. O exemplo são as economias dos países da América do Sul, especializados na produção de bens primários, especialmente petróleo, minerais e alimentos, que registraram uma taxa de crescimento de 0,7% em 2017.
Edição: Armando Cardoso
 


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Brasil racista e covarde

Professor que comparou cerveja escura a mulher negra se torna réu por racismo
  • 18/09/2017 13h59
  • Rio de Janeiro




Raquel Júnia - Repórter do Radiojornalismo*
Um professor do Instituto Federal Fluminense (IFF), em Campos dos Goytacazes, no norte do estado, será investigado pelo crime de racismo. A 2ª Vara Federal de Campos aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra o docente Maurício Nunes Lamonica.

Em março do ano passado, o professor postou mensagem nas redes sociais comparando a mulher negra a uma cerveja escura. Em uma foto segurando uma cerveja, ele disse: “Para ninguém achar que eu não gosto de afrodescendente”. E acrescentou: “Nega gostosa. Uh! Foi mal”.

Para Justiça Federal, a declaração do professor sugere desprezo pela população negra e se encaixa em discriminação pela cor de pele. Na denúncia, o MPF reforça que o racismo não está apenas na comparação entre a cerveja e as mulheres negras, mas também na ironia.

N denúncia apresentada à Justiça, os procuradores destacam também o fato de a agressão ter sido feita por um professor, que tem o papel de educar, e ter sido disseminada pela internet, com rápida repercussão.

Na época, o professor foi denunciado pela Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campos, que elaborou uma notícia-crime contra Lamonica.
Saiba Mais
Racismo coloca em risco a vida de mulheres negras
O movimento de mulheres negras chama atenção para a relação entre machismo e racismo, que reforça estereótipos de gênero e contribui para aprofundar desigualdades. A coordenadora da organização não governamental Criola, Lúcia Xavier, vem alertando para a sexualização de mulheres negras, que tem um fundo histórico, e é responsável pela desvalorização da vida delas. O resultado, afirma, está no crescente índice de violência.

Pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) constatou, por exemplo, que o número de mortes violentas de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, entre 2003 e 2013, chegando 2.875 vítimas. No mesmo período, homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%.

Defesa
O advogado do professor do IFF, Amyr Moussalem, afirmou que Lamonica não foi notificado e prefere não se pronunciar. Ele adiantou, no entanto, que o acusado vem participando de diversas audiências sobre o tema e inclusive já se retratou publicamente.

Por meio da assessoria de imprensa, o Instituto Federal Fluminense informou que na época do ocorrido abriu um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do professor e decidiu pela aplicação de uma advertência. Segundo o instituto, ele ficou afastado das atividades durante o processo e atualmente voltou a dar aulas no ensino médio.
* Colaborou Isabela Vieira, da Agência Brasil
Edição: Carolina Pimentel